
Argentina enfrenta Egito nas oitavas da Copa 2026: palpites e análises
Argentina e Egito se enfrentam nesta terça-feira (7), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A atual campeã mundial tenta confirmar o favoritismo diante dos egípcios, que alcançaram a fase eliminatória pela primeira vez.
A equipe de Lionel Scaloni chega liderada por Lionel Messi, autor de sete gols no torneio, e segue como uma das grandes favoritas ao título. O Egito, por sua vez, ainda está invicto na competição, com uma vitória e três empates, incluindo a classificação nos pênaltis contra a Austrália.
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A Argentina terminou a fase de grupos com aproveitamento perfeito. Foram três vitórias, nove pontos e liderança isolada do Grupo J, com Scaloni ainda conseguindo preservar parte dos titulares na última rodada contra a Jordânia.
Lionel Messi é o grande protagonista da campanha. O camisa 10 marcou três vezes contra a Argélia, duas diante da Áustria e voltou a balançar a rede contra a Jordânia, estabelecendo novos recordes individuais em Copas do Mundo.
A classificação contra Cabo Verde, porém, foi mais difícil do que o esperado. A Argentina abriu o placar com Messi, sofreu o empate no segundo tempo e precisou da prorrogação para vencer por 3 a 2, com gols de Lisandro Martínez e Cristian Romero e mais uma participação decisiva do capitão.
O confronto expôs uma dependência preocupante. Sem Messi encontrando espaços, a equipe produziu pouco durante o tempo regulamentar, enquanto Rodrigo De Paul e Enzo Fernández ainda buscam maior regularidade. Contra um Egito compacto, o repertório coletivo será novamente testado.
O Egito vive sua melhor campanha em Copas do Mundo. Depois de quatro participações sem vencer no tempo regulamentar, a equipe encerrou o tabu com a virada por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia, construída no segundo tempo.
Na fase de grupos, os Faraós também empataram com Bélgica e Irã, mostrando capacidade para competir contra estilos diferentes. Emam Ashour ganhou protagonismo na chegada à área, enquanto Salah continuou como principal referência criativa.
Contra a Austrália, o Egito voltou a demonstrar resistência. Depois do empate por 1 a 1 em 120 minutos, converteu todas as cobranças na disputa de pênaltis. O problema é o desgaste acumulado e a condição física de Salah, que atuou limitado durante boa parte da partida.
Argentina e Egito se enfrentaram apenas uma vez entre seleções principais. O duelo aconteceu em março de 2008, em amistoso disputado no Cairo, com vitória argentina por 2 a 0. Esta será a primeira partida entre os países em uma Copa do Mundo. O encontro também coloca frente a frente a atual campeã e uma seleção que disputa sua primeira fase eliminatória no torneio.
A Argentina carrega retrospecto recente favorável contra seleções africanas em Mundiais. O Egito, porém, já mostrou nesta Copa que consegue reduzir espaços e competir diante de adversários tecnicamente superiores.
A Argentina não tem desfalques confirmados em seu elenco. A principal preocupação é o desgaste provocado pelos 120 minutos contra Cabo Verde, especialmente para Messi, que permaneceu em campo durante toda a partida.
Scaloni deve manter a base da fase anterior. Emiliano Martínez continua no gol, enquanto Cristian Romero e Lisandro Martínez formam a dupla de zaga, com Molina e Medina ocupando os lados. No meio-campo, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Enzo Fernández seguem como referências. Thiago Almada também pode ser utilizado para aumentar a criatividade entre as linhas.
No ataque, Messi e Lautaro Martínez devem ser mantidos. Giuliano Simeone, Nico Paz e José Manuel López aparecem como alternativas para mudar o ritmo durante o segundo tempo.
Provável escalação da Argentina (4-4-2): Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Facundo Medina; Rodrigo De Paul, Thiago Almada, Alexis Mac Allister e Enzo Fernández; Lautaro Martínez e Lionel Messi. Técnico: Lionel Scaloni.
Mohamed Salah é a principal preocupação do Egito. O atacante sofreu um problema muscular na coxa esquerda contra o Irã e atuou visivelmente limitado diante da Austrália, embora tenha permanecido em campo até a disputa de pênaltis. Ahmed Fatouh está fora do torneio por ruptura no tendão da coxa. Mohamed Abdelmonem também é dúvida após sofrer uma lesão no tornozelo e perder a partida anterior.
Mohanad Lasheen cumpriu suspensão contra a Austrália e volta a ficar disponível. Mohamed Hany, apesar dos dois gols contra na competição, deve seguir na lateral direita pela falta de alternativas. Omar Marmoush será importante para oferecer velocidade nas transições. Emam Ashour e Mostafa Ziko completam o setor criativo, com Salah flutuando atrás do centroavante.
Provável escalação do Egito (4-2-3-1): Mostafa Shobeir; Mohamed Hany, Yasser Ibrahim, Ramy Rabia e Karim Hafez; Marwan Attia e Hamdi Fathy; Emam Ashour, Mohamed Salah e Mostafa Ziko; Omar Marmoush. Técnico: Hossam Hassan.
Lionel Messi segue fazendo história como o maior artilheiro da história da competição com 20 gols até o momento. Podendo ampliar ainda mais sua contagem, confira as odds para artilheiro da copa e faça sua aposta.
Lionel Scaloni transformou a Argentina em uma das seleções mais vitoriosas do futebol recente. Desde 2018, conquistou duas Copas América, a Finalíssima e a Copa do Mundo de 2022, consolidando um modelo competitivo e flexível.
Contra o Egito, o principal desafio será reduzir a dependência de Messi. Scaloni precisa encontrar soluções por dentro e pelos lados para desmontar um bloco defensivo compacto sem sobrecarregar o camisa 10.
Hossam Hassan é um dos grandes nomes da história do futebol egípcio e agora conduz a seleção em uma campanha inédita. Como treinador, levou os Faraós à primeira vitória e à primeira classificação para uma fase eliminatória de Copa.
Seu plano é pragmático, com linhas compactas, forte disciplina defensiva e transições rápidas. Diante da Argentina, Hassan precisará equilibrar proteção da área, desgaste físico e a condição limitada de Salah.
A Argentina deve atuar em um 4-4-2 flexível, com Messi partindo como segundo atacante e Lautaro Martínez ocupando a área. De Paul e Mac Allister dão intensidade, enquanto Enzo Fernández ajuda na organização desde trás.
O principal desafio será encontrar espaços entre as linhas egípcias. Thiago Almada pode receber por dentro, enquanto Molina e Medina dão amplitude. A circulação terá de ser rápida para deslocar o bloco defensivo e evitar um jogo excessivamente centralizado em Messi.
O Egito deve defender em 4-2-3-1, transformado em 4-5-1 sem a bola. Marwan Attia e Hamdi Fathy protegem a entrada da área, enquanto Ashour, Salah e Ziko recuam para fechar os corredores.
Nas transições, Marmoush será a principal válvula de escape. O atacante pode explorar as costas dos laterais argentinos, especialmente quando Medina ou Molina avançarem. Bolas paradas também podem ser relevantes para os egípcios, que já marcaram em jogadas aéreas no torneio.
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