
A goleada da Bélgica sobre os Estados Unidos, nas oitavas de final da Copa do Mundo, após o polêmico caso envolvendo o atacante Folarin Balogun, gerou repercussão em diversos veículos de imprensa da Europa.
Jornais renomados como L'Équipe, da França, e Marca e As, da Espanha, não hesitaram em criticar tanto a Fifa quanto o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, pela decisão de anular a suspensão do jogador norte-americano para o confronto contra os belgas.
"Nem Trump conseguiu evitar o inevitável: teremos Bélgica x Espanha nas quartas. A Bélgica transformou barulho em raiva, discussão em futebol, e polêmica em uma grande exibição. Na noite marcada pelo 'caso Balogun', os Diabos Vermelhos passaram por cima dos Estados Unidos, derrubando a última anfitriã. Nem o ambiente, nem o indulto da Fifa e nem o sonho americano puderam parar a seleção belga, que fez justiça com as próprias mãos", destacou o jornal Marca.
A crítica à intervenção de Trump foi contundente. "Nunca antes na história dos Mundiais algo assim havia acontecido: um presidente do país ligando para o presidente da Fifa para pedir que tirasse a punição a um jogador da seleção. Estranho. A ideia de Trump era perfeita; Balogun jogaria e daria aos EUA a classificação histórica para as quartas de final. Os Diabos Vermelhos levaram para o pessoal, pararam as ações de Balogun e o atacante não cumpriu as expectativas do presidente ", afirmou o As.
Além disso, L'Équipe não poupou palavras ao afirmar que "a intervenção de Donald Trump e a decisão indignante de anular a suspensão de Folarin Balogun, apesar de sua expulsão contra a Bósnia, lançam um véu de vergonha sobre a Copa do Mundo, a Fifa e seu presidente, Gianni Infantino".
Com a vitória, a Bélgica se classificou para as quartas de final, onde já tem adversário definido: a Espanha. As seleções se enfrentarão na próxima sexta-feira, dia 10, às 16h (de Brasília).
Vale lembrar que a Fifa havia anulado a suspensão de Balogun para o duelo contra a Bélgica, uma decisão que gerou controvérsias, uma vez que o jogador havia sido expulso na fase anterior, em um jogo contra a Bósnia e Herzegovina.
O ex-presidente Donald Trump elogiou a Fifa pela decisão, afirmando que a entidade tomou a decisão correta. Posteriormente, ele e Gianni Infantino confirmaram que houve um telefonema sobre o assunto, o que gerou ainda mais polêmica em torno da situação.




