
A continuidade de Gonzalo Plata no Flamengo mudou os planos do clube para o setor ofensivo. José Boto afirmou que, após o negócio com o Dínamo Moscou não avançar, a diretoria deixou de considerar necessária a chegada de outro jogador com essas características.
Nas últimas semanas, Flamengo e Dínamo Moscou discutiram uma transferência do atacante. A operação acabou sem acordo depois que o time russo apontou questões físicas envolvendo o equatoriano.
Em entrevista exclusiva à ESPN, José Boto explicou que o Flamengo não tomou a iniciativa de colocar Plata à venda nem procurou os representantes do atleta para buscar uma saída. Segundo ele, os próprios agentes apresentaram a possibilidade por considerarem que seria uma oportunidade financeiramente positiva para o jogador.
O diretor técnico acrescentou que o clube estabeleceu condições que julgava favoráveis para aceitar a negociação. Na avaliação de Boto, essas exigências poderiam ser menos interessantes para o Dínamo Moscou, que recuou quando a transferência se aproximou de uma definição.
Boto também declarou que não percebeu em Plata um desejo intenso de deixar o Flamengo, embora tenha reconhecido a importância financeira da proposta para um atleta que precisa pensar no futuro. Depois do insucesso da operação, o dirigente viu o atacante satisfeito em retornar ao clube.
Ainda de acordo com José Boto, o desfecho não interferiu nas contratações já realizadas pelo Flamengo. A diferença estaria no planejamento seguinte: caso Plata tivesse sido negociado, outro nome para o ataque já estaria encaminhado. Com a volta do equatoriano, essa movimentação deixou de ser necessária.
O diretor técnico comentou ainda a viagem de Plata e de seus representantes a Dubai para procurar possíveis interessados. Durante o processo, Boto manteve contato com o jogador e recomendou que ele retornasse rapidamente, por entender que a melhor resposta seria voltar aos gramados e mostrar que a avaliação apresentada pelos russos não procedia.
Questionado sobre um comentário atribuído a Luiz Eduardo Baptista, o Bap, em conversa com conselheiros, a respeito de um alívio com a possível negociação, Boto disse não saber se a declaração realmente ocorreu. Ele classificou Plata como um jovem irreverente e defendeu que o clube encontre maneiras de administrar esse comportamento.




