
O adversário do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo será definido nesta terça-feira (30), às 14h (de Brasília), em Dallas (EUA), após o confronto entre Costa do Marfim e Noruega.
Independentemente do vencedor, a Seleção Brasileira pode esperar um duelo complicado, ainda que com exigências diferentes, às 17h (de Brasília) do próximo domingo (5).
Um jogo contra a seleção marfinense pode ser mais previsível para o time brasileiro.
É uma equipe que provavelmente atuará voltada aos contra-ataques, sempre impondo velocidade, como fez na derrota por 2 a 1 para a Alemanha, quando teve 45% de posse de bola e vencia até a reta final.
Na vitória por 1 a 0 sobre o Equador, os marfinenses passaram 49% do tempo com a bola. Os dois gols sofridos pela Costa do Marfim foram os únicos na competição até o momento.
Um duelo com a equipe africana exigirá paciência dos brasileiros, mas também cuidado, pois a seleção sabe pressionar quando surge uma boa oportunidade, com jogadores habilidosos em duelos físicos.
O segundo tempo do confronto com o Japão foi um bom teste para o Brasil encontrar possibilidades de penetração diante de uma defesa bem postada.
Uma possível partida contra a Noruega seria mais imprevisível, já que a seleção nórdica pouco jogou contra potências como a Seleção Brasileira em tempos recentes.
Comandada por Ståle Solbakken, a Noruega teve um desempenho impressionante nas Eliminatórias, mas contra adversários que permitiam um jogo mais arriscado.
Como não participou da Eurocopa e não estava na primeira divisão da Liga das Nações, o último jogo oficial contra uma das principais equipes europeias foi nas Eliminatórias para a Eurocopa, contra a Espanha, em 2023.
O maior teste da Noruega foi o último jogo contra a França, mas, já classificada, a equipe optou por poupar seus titulares, o que pouco diz sobre os futuros compromissos.
A vitória sobre Senegal, embora tenha sido conquistada com menos posse de bola (43%), é representativa de uma equipe letal, mas que ainda não é impenetrável.
Portanto, fica a dúvida sobre a postura dos noruegueses em um possível duelo decisivo com a Seleção Brasileira. A Costa do Marfim gosta de acelerar quando retoma a posse, pois tem peças ideais para isso.
Os pontas Amad Diallo (Manchester United) e Yan Diomandé (RB Leipzig) são velozes e habilidosos, criando a maioria das jogadas pelos extremos.
Danilo e Douglas Santos não foram tão exigidos neste tipo de jogo na Copa do Mundo até agora.
Outra peça importante do modelo de jogo da seleção africana é o meia Franck Kessié (Al-Ahli), que já percorreu mais de 32 km no Mundial e é criativo, além de chegar bem na área para finalizar.




