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Fifa se destaca na Copa do Mundo de 2026, mas caso Balogun gera controvérsias

A Fifa e seu presidente, Gianni Infantino, enfrentaram um desafio monumental na organização da Copa do Mundo de 2026, que culminou neste domingo (19) com a vitória da Espanha.

Apesar dos obstáculos, a entidade conseguiu realizar um evento grandioso, que será lembrado por sua combinação de espetáculo, emoção e drama. Entretanto, a competição não foi isenta de polêmicas.

Um dos pontos mais controversos foi a intervenção do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se envolveu diretamente no caso do atacante americano Folarin Balogun.

O jogador, que havia sido expulso na fase de 16-avos de final contra a Bósnia, foi liberado para atuar nas oitavas de final contra a Bélgica, após uma ligação de Trump para Infantino.

Antes do início do torneio, em 11 de junho, a Fifa enfrentou diversos desafios, como os altos preços dos ingressos, tensões geopolíticas decorrentes da guerra no Oriente Médio, a ameaça de um verão extremamente quente e a complexidade logística de administrar 48 seleções e 104 jogos em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá.

As relações entre esses países haviam se deteriorado desde o retorno de Trump à Casa Branca, no início de 2025. Apesar das preocupações, a 23ª edição da Copa do Mundo foi marcada por um alto nível de competitividade.

Times considerados azarões, como Cabo Verde, que estreou em Mundiais, surpreenderam ao empatar em 0 a 0 com a Espanha na fase de grupos e levar a Argentina à prorrogação nos 16-avos de final.

O Egito, que nunca havia avançado além da fase de grupos, também fez história ao estar à frente da Argentina por 2 a 0 até os 11 minutos finais da partida, mas acabou sendo derrotado por Lionel Messi, que disputou sua sexta Copa do Mundo, igualando o recorde de Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa.

Messi, aos 39 anos, provou que ainda tem muito a oferecer, sendo decisivo em momentos cruciais e desempenhando um papel fundamental na campanha da Argentina até a final.

Ele se tornou o maior artilheiro da história da Copa do Mundo, superando Miroslav Klose ao marcar seu 17º gol na competição, e posteriormente elevou sua marca para 21 gols, embora tenha sido ultrapassado por Kylian Mbappé, que terminou com 22 gols.

A disputa pela Chuteira de Ouro foi acirrada, com Mbappé levando o prêmio ao marcar dois gols na disputa pelo terceiro lugar, totalizando dez gols no torneio, enquanto Messi ficou com oito.

Outros destaques na lista de artilheiros incluem Erling Haaland e Jude Bellingham, ambos com sete gols, e Ousmane Dembélé, Harry Kane e Mikel Oyarzabal, com seis e cinco gols, respectivamente.

A Copa do Mundo de 2026 também se destacou por sua média de gols, com 307 gols marcados em 103 jogos antes da final, resultando em uma média de 2,96 gols por partida.

Essa média é a mais alta desde a edição de 1970, que teve uma média de 2,97 gols por jogo.

A atmosfera do torneio foi enriquecida pela presença de dezenas de milhares de torcedores de diversas partes do mundo, que apoiaram suas seleções com grande entusiasmo.

As concentrações de torcedores argentinos, a remada viking dos noruegueses e os escoceses com suas gaitas de fole e kilts foram alguns dos destaques das arquibancadas.

No entanto, a Fifa enfrentou críticas em relação ao sistema de "preços dinâmicos" para os ingressos, que gerou descontentamento entre os torcedores, já que os preços para assistir a qualquer jogo variavam de centenas a milhares de dólares.

490 pessoas por jogo e uma taxa de ocupação dos estádios de 99,7%. As críticas à Fifa não se limitaram apenas aos preços dos ingressos.

A entidade também enfrentou questões relacionadas a restrições à circulação da seleção iraniana nos Estados Unidos e a proibição de entrada do árbitro somali Omar Artan, que foi afetado pela política de imigração de Trump.

Apesar das preocupações, a polícia de imigração (ICE) não interveio nas proximidades dos estádios, como muitos temiam.

A maior polêmica, no entanto, foi a revelação de que Trump havia contatado Infantino para permitir que Balogun jogasse na fase seguinte, após sua expulsão.

Embora a derrota da seleção americana por 4 a 1 tenha minimizado o impacto do escândalo, a Uefa criticou a Fifa por permitir essa intervenção política, considerando-a uma violação de princípios.

Apesar das controvérsias, a imagem de Infantino não parece ter sido significativamente afetada, e sua reeleição como presidente da Fifa no próximo ano continua a ser considerada provável.

As confederações sul-americana, asiática e africana já manifestaram apoio à sua candidatura.

O sucesso da Copa do Mundo de 2026 pode levar Infantino a considerar a ampliação da edição de 2030, que marcará o centenário do torneio, para 64 seleções.

A próxima edição será sediada por Espanha, Portugal e Marrocos, com jogos adicionais previstos para Argentina, Uruguai e Paraguai.

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