
A final da Copa do Mundo de 2026, que acontece entre Argentina e Espanha no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, foi marcada por uma série de problemas logísticos e de segurança. A presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levou a um reforço significativo nas medidas de segurança, resultando em longas filas e confusão do lado de fora do estádio. O Serviço Secreto dos EUA foi responsável pelo controle de acesso ao local, o que complicou ainda mais a situação.
A arena abriu suas portas às 9h (horário local) para funcionários, voluntários e jornalistas, seis horas antes do início da partida. Em comparação, nos jogos anteriores, o acesso havia sido liberado quatro horas antes. Para os torcedores, os portões foram abertos às 11h, mas a espera já começava a se intensificar desde as primeiras horas da manhã. A fila que se formou no estacionamento do estádio era imensa, e muitos torcedores relataram dificuldades em entender onde começava e terminava a multidão.
Os voluntários, que foram convocados de última hora, mostraram-se despreparados para orientar os torcedores, resultando em uma situação caótica. A falta de informações claras e a escassez de funcionários disponíveis para ajudar contribuíram para a desorganização. O tradicional procedimento de segurança, que inclui a verificação de mochilas, foi mais demorado e rigoroso do que o habitual. Os seguranças exigiram que todos os equipamentos eletrônicos, como computadores, tablets e celulares, fossem retirados e ligados, além de solicitar que as carteiras fossem entregues para verificação.
Após a revista minuciosa das mochilas, os torcedores ainda enfrentaram uma segunda etapa de segurança, onde um agente do Serviço Secreto realizava uma nova inspeção antes de liberar o acesso ao estádio. Essa situação gerou frustração entre os milhares de profissionais e torcedores que aguardavam horas para entrar, incluindo figuras conhecidas como o ex-volante Dunga, que estava presente para comentar o evento pela emissora mexicana Telemundo Deportes.
A imensa fila também impactou a programação da Globo, que planejava transmitir o Esporte Espetacular diretamente do estádio, mas não conseguiu devido aos atrasos. Torcedores que foram orientados a chegar mais cedo enfrentaram problemas com os leitores digitais de ingressos, o que causou ainda mais demora no acesso. Além disso, muitos reclamaram da falta de informações e da desorganização na orientação para que encontrassem seus assentos.
Apesar da confirmação prévia da presença de Trump, a organização do evento não pareceu ter preparado uma operação especial para evitar esses problemas. A escassez de funcionários disponíveis para fornecer informações levou a situações em que muitos torcedores furaram a fila ou simplesmente não sabiam para onde ir. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que Trump estaria presente na final para assistir ao duelo entre Argentina e Espanha e que ele entregaria a taça ao time vencedor, assim como fez no Mundial de Clubes no ano anterior.




