
Franclim Carvalho saiu do Barradão contrariado com a arbitragem depois de o Botafogo perder por 1 a 0 para o Vitória, neste domingo (16), em compromisso válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. A maior reclamação do técnico foi a permanência de Ramon em campo após a entrada em Danilo, perto do encerramento do primeiro tempo. Para o treinador, o lateral-esquerdo deveria ter sido expulso, e a condução do episódio representou um escândalo.
O comandante botafoguense até admitiu que Paulo César Zanovelli poderia, em um primeiro momento, entender que a jogada merecia somente o amarelo. O questionamento de Franclim se concentrou principalmente na atuação do VAR. Com Daniel Nobre à frente da análise, a equipe de vídeo não orientou o árbitro a consultar o monitor à beira do gramado.
Na descrição feita pelo técnico, havia tempo suficiente para que as imagens fossem verificadas enquanto Danilo recebia atendimento. Franclim afirmou que o jogador estava com o pé inchado por causa da entrada e deixou o gramado chorando. Ele também sustentou que, depois de assistir ao lance, as pessoas presentes na sala concordariam que o cartão vermelho era necessário.
Franclim reforçou que não conseguia entender por que o VAR deixou de recomendar a revisão. Em sua avaliação, o vídeo deveria ter alertado Zanovelli sobre a gravidade da jogada e oferecido ao árbitro a possibilidade de rever a decisão inicial no monitor.
O treinador também analisou outras decisões tomadas durante a partida. Ele considerou correta a marcação da penalidade que originou o gol do Vitória. Sobre uma possível advertência para Huguinho, disse que ainda não havia conferido o lance. Mesmo ao abordar esses episódios, manteve a não expulsão de Ramon como o principal motivo de sua insatisfação.
Ao voltar ao momento ocorrido aos 44 minutos, Franclim afirmou não saber o que seria necessário para uma expulsão naquela situação. O técnico lembrou que a tecnologia estava operando normalmente, já que houve a indicação de impedimento na jogada posterior ao 1 a 0, decisão que ele julgou adequada. Também aprovou a interpretação no pênalti envolvendo Huguinho, mas definiu o episódio com Danilo como “um escândalo para mim”.
As escolhas realizadas pelo Botafogo ao longo do confronto também foram explicadas por Franclim. Huguinho recebeu cartão amarelo ainda nos primeiros minutos e acabou retirado antes do intervalo. Junior Santos entrou em seu lugar, em uma alteração motivada pelo contexto construído no começo do jogo.
Danilo, por sua vez, continuou atuando mesmo depois de sentir as consequências da entrada cometida por Ramon. Segundo o treinador, o jogador garantiu que teria condições de suportar a dor e permanecer à disposição da equipe. Essa manifestação pesou para que a comissão não promovesse sua saída imediatamente.
Franclim relatou que o estado do pé de Danilo ainda precisaria ser verificado devido à maneira como o contato aconteceu. O inchaço e o choro do jogador foram mencionados pelo técnico como sinais das dores provocadas pelo lance. Apesar disso, Danilo quis retornar à partida para colaborar com o Botafogo, os companheiros e o projeto do clube.




