Lamine Yamal relata racismo e explica reação em episódio com Raphinha
Questionado se já havia sido vítima de racismo, Lamine Yamal respondeu de forma direta e afirmou ter enfrentado esse tipo de situação inúmeras vezes. Para ele, o preconceito nem sempre aparece de maneira explícita: também pode estar presente em comentários e olhares cujos autores, segundo sua avaliação, talvez nem reconheçam o caráter racista das próprias atitudes. O jogador resumiu a frequência dessas experiências com a expressão “mil vezes”.
Lamine Yamal explicou que sua origem também influencia a maneira como reage a determinados episódios. Ele deixou claro que uma conduta errada não deve ser aceita, mas ponderou que algumas manifestações não conseguem incomodá-lo. A fala não trata o racismo como algo normal ou justificável; o ponto apresentado por ele é que certas tentativas de atingi-lo não produzem necessariamente o efeito esperado por quem as pratica.
Como exemplo, o jogador mencionou o vídeo do Bernabéu em que sua família defendeu Raphinha. De acordo com Lamine Yamal, a reação dele naquela ocasião surpreendeu algumas pessoas. Ao abordar insultos relacionados à cor de sua pele, afirmou não se abalar simplesmente por ser chamado de negro, já que essa é a sua identidade. Ao mesmo tempo, diferenciou esse reconhecimento de uma expressão usada deliberadamente com a intenção de ofender.
Para Lamine Yamal, a motivação de quem pronuncia a palavra é o que muda o sentido da situação. Quando o termo é utilizado como ataque, ele considera a atitude errada. Ainda assim, explicou que não pretende interromper sua concentração durante uma partida para se irritar com alguém que comprou um ingresso para vê-lo jogar e decidiu desrespeitá-lo. Sua posição combina a condenação da ofensa com a escolha pessoal de não permitir que o agressor determine seu comportamento em campo.
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