
Leila Pereira afirmou que pressão, críticas e derrotas são elementos naturais da rotina no futebol. Para ela, quem ocupa uma posição de liderança no esporte precisa manter o equilíbrio tanto nos momentos negativos quanto depois de uma vitória.
Ao abordar a repercussão externa de seu trabalho, Leila disse não se abalar com avaliações da torcida ou da imprensa. Segundo Leila, ela escuta opiniões e considera contribuições que possam ser úteis, mas preserva a própria análise sobre as decisões do Palmeiras.
A dirigente reconheceu que essa postura pode ser vista por algumas pessoas como prepotência. Ela, porém, atribuiu seu comportamento ao envolvimento diário com o clube e ao conhecimento que possui sobre os profissionais e as atividades internas.
Leila também contou que deixou de acompanhar diretamente suas empresas para dedicar-se ao Palmeiras. A escolha, conforme explicou, ocorreu por considerar esse período de sua vida curto e especial, além de permitir uma observação próxima do trabalho desenvolvido no clube.
Por conhecer a rotina interna, ela afirmou que não aceitará determinações de quem acompanha o Palmeiras apenas de fora. Sua confiança, acrescentou, leva em conta o caráter, a capacidade e o desempenho cotidiano dos profissionais.
A dirigente admitiu que o clube não conquistará todos os campeonatos que disputar. Ainda assim, ressaltou que a equipe luta pelas competições e tem permanecido entre os protagonistas do futebol brasileiro nos últimos anos, vencendo em algumas temporadas e não alcançando o mesmo resultado em outras.
Vitória e derrota, na avaliação de Leila, precisam ser recebidas com serenidade. Ela disse encarar essa alternância sem perder a tranquilidade necessária para conduzir o trabalho.
Na relação com a torcida, Leila classificou os torcedores como o maior patrimônio do Palmeiras e reconheceu que eles são os verdadeiros donos dos clubes. Ao mesmo tempo, afirmou que sua responsabilidade é administrar a instituição da forma que considera mais adequada e responsável.




