
Neto responsabilizou Fernando Diniz pela eliminação do Corinthians na CONMEBOL Libertadores. O ex-meio-campista criticou o trabalho do treinador depois da derrota por 1 a 0 para o Estudiantes, na Neo Química Arena, na noite de quarta-feira (16), resultado que encerrou a participação da equipe na competição.
Durante o programa Os Donos da Bola, nesta quinta-feira (17), Neto classificou Diniz como o “maior culpado”. Para o apresentador e comentarista, o time não apresenta organização tática, enquanto Memphis Depay foi escalado como centroavante mesmo sem ter, em sua avaliação, condição física e agilidade para exercer a função.
As críticas ao técnico ficaram ainda mais duras na sequência. Neto afirmou que Diniz age como treinador de juvenil pela maneira como repreende os atletas e disse não considerá-lo preparado para comandar gente grande. Também declarou que não aceitaria as abordagens do treinador dentro de campo caso ainda fosse jogador.
Neto então analisou a participação de Memphis, que perdeu um pênalti no último lance. Se a cobrança terminasse em gol, a definição da vaga seguiria para as penalidades. Apesar do erro, o comentarista recusou a ideia de concentrar toda a responsabilidade da eliminação no atacante.
Segundo Neto, muita gente esperava que ele atacasse Memphis após a partida. O apresentador, porém, questionou quem trabalhou pela contratação do jogador, quem fez campanha por sua chegada e quem procurou o presidente Osmar Stábile para tratar do assunto.
Na comparação com outros atletas, Neto declarou que Garro marcou dois gols em dois anos e teve atuação inferior à de Memphis na partida. Ele também elogiou a coragem do holandês por assumir a cobrança, lembrando que vários jogadores evitam essa responsabilidade. Por isso, disse que não o crucificaria por uma derrota que considerou vexatória e citou episódios envolvendo Roger e Pato.
O ex-jogador reforçou que não pretende destruir Memphis por causa de um pênalti perdido. Na visão dele, o Corinthians está acima de qualquer pessoa ligada ao clube, incluindo quem o comanda. Neto ainda cobrou mudança de postura daqueles que, em sua avaliação, protegem jogadores de maneira excessiva.
Neto reconheceu que poderia passar muito tempo enumerando críticas a Memphis, como hotel, carro, chegada de helicóptero, 50 dias de Copa do Mundo, ausência em jogos, injeção no joelho, problema no tornozelo e treino de madrugada. Mesmo assim, considerou injusto transformar esses pontos em uma campanha contra o atacante. Também mencionou uma pichação pedindo sua saída e defendeu que a torcida cobre rendimento em campo, em vez de exigir sua dispensa.




