
João Paulo, presidente do Ceará, se manifestou sobre um grave incidente que envolveu sua família, onde sua filha recebeu um pacote contendo uma bomba e uma carta com ameaças. O dirigente classificou essa situação como inaceitável e enfatizou que, apesar da gravidade do ocorrido, nunca considerou a possibilidade de renunciar ao cargo.
"A gente não pode aceitar isso no futebol (o que aconteceu com a filha). Eu também tenho minhas indignações, eu sou torcedor, eu vim de uma arquibancada e hoje estou aqui como presidente, mas são momentos que você tem que refletir muito sobre o que você está fazendo. Em momento algum pensei em desistir. Isso seria muito ruim para a instituição. O Ceará já passou por uma renúncia de presidente e aquilo trouxe consequências negativas. O clube depende do mercado, de patrocinadores e do relacionamento com outras instituições", declarou João Paulo, demonstrando sua determinação em continuar à frente do clube.
Nos últimos dias, a insatisfação da torcida se intensificou, resultando em manifestações em frente à sede do clube, localizada em Porangabuçu. Durante um dos protestos, a Polícia Militar foi acionada e utilizou bombas de efeito moral para dispersar os torcedores. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a preocupação de alguns presentes, que pediam cautela devido à presença de crianças no local.
Além de abordar as ameaças que sua família sofreu, João Paulo também comentou sobre as cobranças que tem enfrentado desde que assumiu a presidência do Ceará. Ele relembrou o cenário desafiador que encontrou ao assumir o clube, que estava se recuperando de um rebaixamento e enfrentava crises políticas e financeiras.
"Estou há bastante tempo no futebol e aprendi que o reconhecimento depende muito do momento. Assumi o Ceará depois de um rebaixamento, em meio a crises política e financeira, e ainda assim conseguimos conquistar três títulos e, principalmente, o acesso. Mesmo diante das críticas, seguimos trabalhando pelo clube", afirmou o presidente, ressaltando os avanços que a equipe teve sob sua gestão.
João Paulo também reconheceu o desgaste emocional que as ameaças e críticas causam, mas reafirmou seu compromisso em conduzir o Ceará. "Claro que isso incomoda. Ninguém gosta de ser atacado ou julgado por pessoas que muitas vezes desconhecem o que acontece internamente. Tenho a consciência tranquila de que estou fazendo o meu melhor, buscando alternativas todos os dias e mantendo o diálogo aberto com quem quiser conversar ", concluiu.




