
Romário, ex-atacante e campeão do mundo em 1994, atualmente presidente do America, não poupou críticas à seleção brasileira após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo para a Noruega. Ele destacou a falta de atitude e a ausência de um futebol convincente na partida, onde o Brasil teve apenas 33% de posse de bola, sucumbindo à estratégia norueguesa, que contou com a presença do atacante Haaland.
"Fala, Galera! É, não deu mais uma vez. Fomos eliminados pela Noruega após uma atuação horrível da nossa seleção, onde os caras tiveram o pleno controle do jogo ", desabafou Romário. Ele ressaltou que os números da posse de bola falam por si só: "O time de Ancelotti teve apenas 33%. Os noruegueses tiveram o dobro. O dobro! Não lembro de o Brasil ter tido tão pouca posse de bola em um jogo de Copa do Mundo
O ex-jogador também comentou sobre a estratégia da Noruega, que, mesmo sem uma força ofensiva avassaladora, conseguiu controlar a partida. "Na frente, um dos melhores atacantes do mundo, que não costuma perdoar. E ele foi preciso, cirúrgico, matador", afirmou Romário, referindo-se a Haaland.
Romário questionou algumas decisões do treinador Carlo Ancelotti, especialmente a saída do volante Bruno Guimarães. "Não sei se ele sentiu alguma coisa, ou até mesmo se ficou abalado com o pênalti perdido. O fato é que no segundo tempo, sobretudo após as mudanças, o time, que já não vinha bem, caiu demais e deu todos os espaços do mundo pra eles tomarem ainda mais conta do jogo e o Haaland resolver a parada lá na frente ", analisou.
O ex-atacante considerou a atuação do grupo como lamentável e difícil de atribuir a culpa a um único jogador. "É até difícil apontar quem foi pior, ou quem seriam os principais responsáveis pela derrota absolutamente merecida pra Noruega. Nem acho que a gente deva fazer isso, pois quem perdeu e não jogou nada foi a seleção inteira, começando pelo treinador, claro, passando por todos os jogadores que entraram em campo e não conseguiram resolver
Ele enfatizou a falta de atitude da equipe, afirmando que não houve a intensidade necessária para enfrentar um mata-mata de Copa do Mundo. "Não botamos intensidade pro jogo, faltou vontade e aquele algo a mais pra disputar cada lance. Senti o time meio preso ao jogo dos adversários, aceitando a perda de oportunidades, sem tentar romper as linhas e usar o nosso talento. Muitas vezes, parecia que eram eles que tinham cinco campeonatos mundiais, tal a tranquilidade e a confiança com que jogavam ", comentou Romário.
Romário também abordou a busca por culpados após a eliminação. "Sei que agora é aquele momento em que todos buscam os grandes culpados pelo fracasso. É assim em toda Copa que perdemos. No jogo deste domingo, tivemos não só um pênalti perdido, mas vários lances na cara do gol. Aliás, o goleiro deles foi muito bem e fechou o gol. Mas tudo isso é do jogo, só quem esteve lá sabe que são lances naturais de uma partida ", destacou.




