
Santos procura investidor para renovar gramados da Vila e do CT Rei Pel
O Santos procura um investidor para viabilizar a substituição dos gramados da Vila Belmiro e do CT Rei Pel. O projeto tem custo superior a R$ 11 milhões, quantia que, segundo o próprio clube, não está disponível neste momento. A referência financeira apresentada também inclui 11 milhões e 8 milhões. Sem caixa para bancar a intervenção, a diretoria tenta encontrar uma alternativa externa que permita executar as mudanças nos campos sem depender apenas dos recursos atuais do Peixe.
A opção definida pelo Santos foi pelo gramado híbrido, modelo semelhante ao instalado na Neo Química Arena. A composição escolhida teria 95% de grama natural, complementada por uma pequena proporção de fibras artificiais. O preço médio estimado para cada campo chega a R$ 3,8 milhões. A intenção, portanto, envolve uma reformulação de grande porte tanto no estádio quanto no centro de treinamento, mas a execução permanece condicionada à obtenção do dinheiro necessário para o serviço.
A dificuldade para financiar o projeto aparece em meio a outras obrigações do clube. O Santos possui valores pendentes de direitos de imagem e FGTS com atletas, além de dever mensalidades à World Sports, empresa responsável pelo gramado. Ao mesmo tempo, o Peixe depende de seguir na Sul-Americana e procura interessados na contratação de João Ananias, zagueiro formado nas categorias de base. Esse conjunto de compromissos ajuda a explicar por que o clube não consegue, neste momento, assumir sozinho uma obra que ultrapassa R$ 11 milhões.
Na Vila Belmiro, a última renovação integral do campo ocorreu em março de 2012. O gramado já está fora de sua vida útil há pelo menos quatro anos, enquanto uma superfície natural costuma resistir por, no máximo, dez anos. Como a reforma ainda não saiu do papel, os funcionários recorrem a soluções provisórias para tentar reduzir os problemas, que foram agravados pelas chuvas recentes. Relatos dos próprios trabalhadores indicam ainda que a equipe encarregada do campo não dispõe de recursos nem de influência nas decisões internas. O Santos também não conta com equipamentos próprios para a conservação do gramado, embora a manutenção seja realizada por funcionários do clube.
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