
John Textor defendeu Franclim Carvalho e afirmou que o Botafogo errou ao dispensar o treinador português. Em entrevista exclusiva à ESPN, com publicação integral prevista para os próximos dias, o ex-dono da SAF do Botafogo também fez duras críticas à condução atual do clube.
A conversa ocorreu na noite da última terça-feira (18), poucas horas antes de o Botafogo anunciar a saída de Franclim. O técnico estava pressionado pela sequência recente, marcada pelas derrotas por 6 a 1 diante do Cienciano, pela CONMEBOL Sul-Americana, e por 1 a 0 contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro.
Franclim havia sido contratado por Textor em um dos últimos movimentos do empresário na gestão, antes do afastamento determinado pelo Tribunal Arbitral. Para Textor, a demissão representa um erro porque o português teve participação relevante em 2024, período que o norte-americano classificou como o melhor ano da história do clube, quando integrava a comissão de Artur Jorge.
Ao explicar sua posição, Textor reconheceu que a defesa do técnico poderia não ser bem recebida pelos torcedores. Ainda assim, descreveu Franclim como uma das principais mentes da comissão responsável pelas conquistas daquele período e destacou a importância dele no trabalho liderado por Artur Jorge.
Segundo o empresário, Franclim colaborava com Artur Jorge nas decisões durante as partidas, nas substituições e na condução dos treinamentos. Textor afirmou que o método era dividido entre os integrantes da comissão, que trabalhavam juntos havia bastante tempo e mantinham uma relação de confiança. Por isso, argumentou que quem lamentou a saída de Artur não deveria rejeitar Franclim.
Textor também pediu mais respeito ao treinador. Na avaliação dele, o impacto emocional dos resultados recentes impediu parte da torcida de reconhecer tanto a força pessoal do português quanto sua capacidade profissional e sua contribuição para o desempenho alcançado pelo Botafogo em 2024.
Na sequência, o norte-americano responsabilizou o Botafogo Social por bloquear dinheiro, provocar transfer bans e dificultar a chegada de reforços. Para ele, esse conjunto de problemas deixou Franclim Carvalho responsável por um elenco fragilizado e em condições desfavoráveis.
Textor comparou a situação recebida pelo técnico a uma mão ruim no pôquer. Ele disse que Franclim teve que lidar com esse ambiente de transfer bans e reclamou que, apesar das grandes quantias que supostamente seriam obtidas pela SAF com pessoas como o chamado Arcanjo Gabriel, o clube não contratou os atletas necessários para as posições consideradas prioritárias.
O empresário acrescentou que o Botafogo vinha recorrendo a um grupo muito jovem. Também lembrou que Franclim passou um período extenso sem algumas de suas principais peças, sobretudo Danilo, que já não atuava antes da pausa para a Copa do Mundo.




