
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou seu apoio à candidatura de Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi divulgada pelo New York Post, que destacou que Trump considera Infantino uma figura respeitada mundialmente, o que o torna um candidato ideal para a posição.
O mandato do atual secretário-geral, António Guterres, de Portugal, está previsto para terminar em dezembro deste ano. Trump acredita que Infantino possui um prestígio internacional significativo, além de uma habilidade notável para articular e unir pessoas em torno de objetivos comuns. Essa capacidade é vista como essencial para o papel que ele poderia desempenhar na ONU.
A relação próxima entre Trump e Infantino tem sido evidenciada em diversos eventos, incluindo a Copa do Mundo de Clubes e a Copa do Mundo de seleções, que foram realizadas nos Estados Unidos. Em várias ocasiões, os dois líderes foram vistos juntos, trocando elogios e participando de cerimônias de premiação. Em dezembro do ano passado, Infantino chegou a homenagear Trump com o Prêmio da Paz da FIFA, reforçando a amizade entre eles.
De acordo com o New York Post, mesmo que Infantino decida se candidatar à reeleição na FIFA, ele ainda veria uma oportunidade viável para concorrer ao cargo na ONU. Paolo Zampolli, enviado especial de Trump, defendeu a indicação de Infantino, afirmando que sua experiência na FIFA, que abrange mais de 200 associações, demonstra sua capacidade de gestão.
Zampolli comentou: “Na ONU são 193 Estados-membros. Na FIFA, são mais de 200 associações. O histórico de Gianni mostra que ele sabe administrar.” Essa declaração ressalta a confiança que Trump e seus aliados têm na capacidade de Infantino de lidar com questões complexas em um ambiente internacional.
Para que um candidato assuma o cargo de secretário-geral da ONU, é necessário que ele seja recomendado pelo Conselho de Segurança da entidade, que é composto por 15 países, e, em seguida, aprovado pela Assembleia Geral. Caso Infantino seja eleito, ele enfrentaria uma redução significativa em seu salário, que cairia de 6 milhões de dólares (cerca de 30 milhões de reais) por ano para 418 mil dólares.
A possibilidade de Infantino assumir um papel tão influente na ONU levanta questões sobre o futuro da FIFA e como sua liderança poderia impactar a organização. A FIFA, sob a direção de Infantino, tem buscado expandir seu alcance e influência global, e sua candidatura à ONU poderia ser vista como uma extensão desse esforço.




