
Ancelotti avalia desempenho do Brasil na Copa 2026 e mira futuro: 'É o início de um novo ciclo'
Após sua primeira experiência em uma Copa do Mundo, Carlo Ancelotti fez uma avaliação positiva de seu trabalho e do desempenho da seleção brasileira. Mesmo expressando "profunda tristeza" pela eliminação nas oitavas de final diante da Noruega, o treinador adotou um tom sereno e focado no futuro, já que seu contrato foi renovado para a próxima edição do torneio em 2030.
"Acho que fizemos não um Mundial especial, mas um bom Mundial. Também acredito que merecíamos ganhar o jogo hoje. Porém, em momentos como esse, é importante lembrar que a derrota é o começo de uma nova aventura. Precisamos continuar melhorando e encontrar novas ideias. Não é o fim, é o início de um novo ciclo esta derrota", afirmou Ancelotti.
O técnico também comentou sobre a necessidade de seguir trabalhando e buscando melhorias, assim como foi feito durante o ano. "O futebol é assim. Às vezes, você tem que lidar com a tristeza de uma derrota. Estou acostumado a isso. Vamos administrar esta derrota com um novo impulso ao trabalho", acrescentou.
Sobre a derrota por 2 a 1 para a Noruega, Ancelotti lamentou as oportunidades perdidas, incluindo um pênalti mal batido por Bruno Guimarães e uma chance clara desperdiçada por Endrick. "Na primeira, Bruno Guimarães bateu mal um pênalti e parou no goleiro Nyland. Na etapa final, Endrick recebeu de Vinicius Junior na cara do gol, mas se atrapalhou e perdeu a chance", explicou.
Quando questionado sobre a escolha de Bruno Guimarães para a cobrança do pênalti em vez de Vinicius Junior, Ancelotti esclareceu que existe um ranking para as cobranças. "Temos dados coletados. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli. Optamos por Bruno Guimarães porque acreditamos que era o melhor no campo naquele momento."
O treinador também foi perguntado sobre a baixa posse de bola da seleção, que foi de 33,6% contra 66,4% da Noruega, segundo o site de estatísticas Opta Analyst. Na contabilidade oficial da FIFA, o Brasil teve 35% de posse. "Era complicado fazer pressão alta, porque a Noruega recuava muito o Odegaard. Era arriscado pressionar na frente devido à velocidade do Haaland no um contra um. Sabíamos que eles poderiam jogar assim. Durante 70 minutos, o jogo esteve sob controle e tivemos oportunidades, mas o Haaland acabou decidindo", disse Ancelotti.
O centroavante Haaland realmente decidiu a partida com um cabeceio firme e um bom chute da entrada da área, deixando o Brasil refletindo sobre o longo caminho até a Copa do Mundo de 2030. "Agora precisamos administrar a tristeza. Amanhã, começaremos a pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que já possui um grupo sólido de jovens e veteranos que podem continuar, além de novos jogadores que podem entrar", finalizou Ancelotti.
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