
Gabriel Sá, comentarista do Canal UOL, avaliou que há um "certo exagero " nas alegações de que a arbitragem tem favorecido a Argentina na Copa do Mundo 2026. A discussão sobre o tema ganhou força após diversas reclamações de adversários e debates acalorados sobre cartões e o uso do VAR. Para Sá, lances polêmicos são comuns em qualquer partida, mas isso não justifica a criação de teorias de complô em torno da arbitragem.
"Esse asterisco de arbitragem, eu acho que é algo que eu sinceramente não vejo. Eu acho que tem um certo exagero nessa análise, nessa ponderação. E eu vou ser massacrado, possivelmente, porque o pessoal gosta de criar algumas teorias de apito muitas vezes", afirmou Gabriel Sá durante o programa Fim de Papo.
O comentarista também mencionou um lance específico que gerou reclamação, citando a expulsão de um jogador da Suíça. Segundo ele, a punição foi resultado de uma escolha do próprio atleta, que simulou uma falta. "Ontem é um erro individual do Embolo. Ele faz uma simulação tosca e ele toma cartão amarelo, ele já tinha e aí é expulso. Cartão amarelo equivocado tem em todos os jogos. É de um lance ali, um lance aqui. Ele já estava amarelado, ele faz uma simulação e em um momento que estava bem no jogo a Suíça, então ele mereceu a expulsão ", explicou Sá.
Paulo Massini, outro comentarista presente na discussão, reforçou a linha de pensamento de Sá, afirmando que a discussão sobre a arbitragem pode existir, mas que a sequência de decisões é fruto de atitudes que o futebol condena. Ele comparou a situação com a cobrança feita sobre jogadores brasileiros que simulam faltas. "O jogador suíço não tem nada que simular. A gente vive metendo o pau em um jogador brasileiro que simula o tempo todo. O que fez o jogador da Suíça é um negócio ridículo e merece o cartão amarelo. Se você for discutir o outro cartão, a gente pode, mas a vida é assim. É uma sequência de atos ", disse Massini.
Rodrigo Mattos, também comentarista, acrescentou que parte da confusão sobre a arbitragem se deve a uma regra aplicada com o VAR, que corrige erros de identidade. Ele destacou que a discussão é mais sobre a interpretação do uso do recurso do que sobre um "erro a favor " de um time. Mattos ainda afirmou não acreditar em uma conspiração para que Messi seja campeão. "Eu não vejo um grande sistema interplanetário de conspiração para o Messi ser campeão, não. Eu acho que às vezes acontece de você ter decisões de arbitragem que podem ir para um lado ou para o outro. Elas acabam indo para o time. Concordo com o Massini. A gente condena a simulação. Porque se eu condeno a simulação do Paraguai, não vou condenar a simulação da Suíça? Dá no mesmo ", analisou.




