
Com a presença da maioria dos craques que disputam a artilharia nesta Copa do Mundo, as quartas de final apresentaram a maior média de finalizações por jogo entre as fases do torneio até o momento. Foram cerca de 27 chutes a gol por partida, com uma eficiência de 40% para acertar o alvo. No entanto, o trabalho das defesas impediu que a média de gols aumentasse significativamente em relação às oitavas de final: foram 3 gols por jogo, segundo dados da Opta, em comparação a 2,9 na fase anterior.
Os ingleses ganharam um novo concorrente na disputa pela artilharia: Jude Bellingham, que marcou dois gols contra a Noruega e agora soma os mesmos seis gols que seu companheiro Harry Kane. Enquanto isso, Lionel Messi, que deu assistência, não marcou na vitória da Argentina sobre a Suíça. Com isso, Kylian Mbappé igualou o craque argentino e divide a liderança na artilharia desta edição, ao fazer seu oitavo gol na vitória da França contra Marrocos.
A Espanha, por sua vez, levou seu primeiro gol na Copa na vitória contra a Bélgica, mas segue sendo a defesa menos vazada até aqui. A França, com dois gols sofridos na campanha, ocupa a segunda posição nesse quesito. No fim das contas, quatro seleções que já foram campeãs do mundo ao menos uma vez se classificaram: França, Espanha, Inglaterra e Argentina.
Analisando o desempenho das seleções semifinalistas, a França se destaca com a segunda melhor defesa e o segundo melhor ataque da fase: são 16 gols marcados e apenas 2 sofridos. Dos 16 gols, 11 foram anotados no segundo tempo. Os adversários da equipe francesa, em sua maioria, adotaram uma postura defensiva, o que permitiu que os Bleus conseguissem resistir a um alto volume de finalizações no início das partidas. Contudo, a defesa acabava cedendo espaço, geralmente na segunda etapa, quando se mostrava mais cansada.
Após marcar, a seleção francesa frequentemente ampliava a vantagem rapidamente. Em quatro dos seis jogos disputados, o time de Didier Deschamps conseguiu aumentar o placar em menos de 15 minutos após o primeiro gol. Com o amplo domínio das partidas, a França não precisou manter um ritmo intenso até o apito final: apenas 2 dos 16 gols foram marcados nos acréscimos do segundo tempo. Outro dado que reforça o poderio da equipe nesta Copa é a quantidade de gols por partida; os Bleus marcaram mais de uma vez em todos os jogos, exceto contra o Paraguai, que foi a defesa que mais dificultou sua campanha.
No mata-mata, a equipe ainda não sofreu gols. Os dois que levaram foram contra o Senegal, na primeira rodada da fase de grupos, e contra a Noruega, na terceira rodada. Por outro lado, a seleção espanhola apresenta o pior ataque e a melhor defesa entre as semifinalistas, com 11 gols marcados e apenas 1 sofrido desde o início da Copa do Mundo. A distribuição dos gols é equilibrada: seis foram marcados no primeiro tempo e cinco no segundo.




