Ir para o conteúdo
← Voltar para inícioSemifinais da Copa do Mundo 2026: como França, Espanha, Inglaterra e Argentina marcaram gols

Semifinais da Copa do Mundo 2026: como França, Espanha, Inglaterra e Argentina marcaram gols

Com a presença da maioria dos craques que disputam a artilharia nesta Copa do Mundo, as quartas de final apresentaram a maior média de finalizações por jogo entre as fases do torneio até o momento.

Foram cerca de 27 chutes a gol por partida, com uma eficiência de 40% para acertar o alvo.

No entanto, o trabalho das defesas impediu que a média de gols aumentasse significativamente em relação às oitavas de final: foram 3 gols por jogo, segundo dados da Opta, em comparação a 2,9 na fase anterior.

Os ingleses ganharam um novo concorrente na disputa pela artilharia: Jude Bellingham, que marcou dois gols contra a Noruega e agora soma os mesmos seis gols que seu companheiro Harry Kane.

Enquanto isso, Lionel Messi, que deu assistência, não marcou na vitória da Argentina sobre a Suíça.

Com isso, Kylian Mbappé igualou o craque argentino e divide a liderança na artilharia desta edição, ao fazer seu oitavo gol na vitória da França contra Marrocos.

A Espanha, por sua vez, levou seu primeiro gol na Copa na vitória contra a Bélgica, mas segue sendo a defesa menos vazada até aqui. A França, com dois gols sofridos na campanha, ocupa a segunda posição nesse quesito.

No fim das contas, quatro seleções que já foram campeãs do mundo ao menos uma vez se classificaram: França, Espanha, Inglaterra e Argentina.

Analisando o desempenho das seleções semifinalistas, a França se destaca com a segunda melhor defesa e o segundo melhor ataque da fase: são 16 gols marcados e apenas 2 sofridos.

Dos 16 gols, 11 foram anotados no segundo tempo.

Os adversários da equipe francesa, em sua maioria, adotaram uma postura defensiva, o que permitiu que os Bleus conseguissem resistir a um alto volume de finalizações no início das partidas.

Contudo, a defesa acabava cedendo espaço, geralmente na segunda etapa, quando se mostrava mais cansada. Após marcar, a seleção francesa frequentemente ampliava a vantagem rapidamente.

Em quatro dos seis jogos disputados, o time de Didier Deschamps conseguiu aumentar o placar em menos de 15 minutos após o primeiro gol.

Com o amplo domínio das partidas, a França não precisou manter um ritmo intenso até o apito final: apenas 2 dos 16 gols foram marcados nos acréscimos do segundo tempo.

Outro dado que reforça o poderio da equipe nesta Copa é a quantidade de gols por partida; os Bleus marcaram mais de uma vez em todos os jogos, exceto contra o Paraguai, que foi a defesa que mais dificultou sua campanha.

No mata-mata, a equipe ainda não sofreu gols. Os dois que levaram foram contra o Senegal, na primeira rodada da fase de grupos, e contra a Noruega, na terceira rodada.

Por outro lado, a seleção espanhola apresenta o pior ataque e a melhor defesa entre as semifinalistas, com 11 gols marcados e apenas 1 sofrido desde o início da Copa do Mundo.

A distribuição dos gols é equilibrada: seis foram marcados no primeiro tempo e cinco no segundo. Para enfrentar a Espanha, é fundamental manter a atenção até o final da partida.

Nas três partidas do mata-mata, a Fúria conseguiu marcar gols nos últimos minutos do segundo tempo: aos 44 minutos contra a Áustria, aos 46 minutos contra Portugal e aos 43 minutos contra a Bélgica.

Esses gols tardios são uma consequência direta do estilo de jogo espanhol, que controla a posse de bola e força os adversários a correrem mais para marcar, resultando em um desgaste físico elevado, especialmente sob o calor do verão norte-americano.

Além de cansar os oponentes, a forma como a Espanha retém a posse de bola diminui as chances de criação dos adversários, um fator crucial para sofrer menos gols.

Já os ingleses possuem o terceiro melhor ataque e, junto com a Argentina, a pior defesa entre os quatro semifinalistas, com 13 gols marcados e 6 sofridos.

A distribuição dos gols é equilibrada: cinco foram anotados no primeiro tempo e sete no segundo, além de um na primeira metade da prorrogação.

Nos gols sofridos, há um padrão claro, pois cinco dos seis foram tomados na etapa inicial das partidas. Apenas um gol foi sofrido na segunda parte, no jogo contra o coanfitrião México, que foi de pênalti.

A fórmula dos gols ingleses tem duas variáveis principais: os lançamentos para atacantes em velocidade, especialmente em contra-ataques, e as bolas aéreas.

Kane se destaca no jogo aéreo, com três gols anotados dessa forma, enquanto Bellingham é o principal finalizador das jogadas em velocidade, tendo feito dois gols em contra-ataque contra o México e outro contra a Croácia, além de ter cruzado para Kane abrir o placar contra o Panamá após ser lançado.

Ambos os jogadores dividem a artilharia da equipe, com seis gols cada um. Além deles, Marcus Rashford também contribuiu, marcando o último gol na goleada por 4 a 2 sobre a Croácia.

Por fim, os argentinos possuem o melhor ataque e, assim como os ingleses, a pior defesa entre os semifinalistas, com 17 gols marcados e 6 sofridos.

Os números ofensivos são dominados por Lionel Messi, que marcou oito vezes e também deu duas assistências, participando diretamente de 10 dos 17 gols da seleção.

Dos nove gols marcados por outros jogadores, quatro foram de bolas aéreas e quatro de bola parada. Lautaro Martínez é o segundo artilheiro da equipe, com dois gols.

A equipe joga em função do camisa 10, que, além de ser o artilheiro, é o maior finalizador do time, com 33 chutes na Copa, em comparação a 10 arremates de MacAllister, o segundo colocado na estatística.

Apesar de centralizar as finalizações do time no tempo normal, nenhum dos gols no tempo extra foi marcado por Messi. Embora os hermanos liderem os rankings ofensivos, a situação é inversa na defesa.

Eles chegaram à semifinal sem enfrentar nenhuma seleção que estivesse no top 10 do ranking da FIFA antes do torneio.

Mesmo assim, estão entre as defesas mais vazadas desta fase, com a maioria dos seis gols sofridos ocorrendo no segundo tempo.

A maior parte dos gols sofridos foi resultado de cruzamentos ou infiltrações pelos lados do campo, evidenciando que os laterais são o ponto fraco da equipe. Os dados da Opta foram coletados neste domingo (12), às 10h30.

Possíveis alterações podem ocorrer com atualizações da plataforma.

Com a Copa do Mundo 2026 avançando para as semifinais, as quatro seleções que se destacaram até agora têm mostrado diferentes estilos de jogo e estratégias, o que promete um embate emocionante na busca pelo título mundial.

com/copa-2026/cronograma

📺 Folha Esporte

📸 DIVULGAÇÃO

Compartilhar

WhatsApp

Leia também no Arena Da Bola

Acompanhe a Copa com dados ao vivo, tabelas e notícias.

×

Próximo jogo

França × Espanha

14/07/2026 · 16:00

Notícias relacionadas